sábado, 23 de outubro de 2010

Holanda - um País Dinámico

   Nos séculos XV-XVI, a Holanda teve grandes avanços no seu desenvolvimento e foi muito importante no comércio mundial.

   Ao contrario dos países europeu, que no séc. XVI tiveram dificuldades financeiras, a Holanda, apesar de um território pequeno e terras fracas para o cultivo, conseguiu desenvolver-se de uma forma rápida:
  • A Holanda tinha uma nobreza rica, pouco conservadora e aberta à inovação e ao desenvolvimento.
  • Acolheu os refugiados quando a igreja católica expulsava todos aqueles que não obedeciam os catolicismo (na sua maioria burgueses judeus que tinha muito dinheiro), ficando com uma burguesia dinâmica, forte e rica.
  • Tinha também um povo muito trabalhador.
   Essas características foram a base para o desenvolvimento do país.

   Os Holandeses apostaram nos seguintes métodos:
  • Secaram as terras e drenaram os pântanos com o fim de obter mais terras para o cultivo.
  • Criaram canais e diques para ser mais fácil transportar as mercadorias pelo país e para levar água para o cultivo das terras (rega).
  • Pela primeira vez utilizaram os moinhos como foste de energia.
  • Desenvolveram a manufactura: indústria artesanal onde o trabalho era em série, ou seja, cada pessoa realizava uma determinada função.
  • Apostaram na rotação de culturas o que desenvolveu a agricultura e o gado (quando as terras estavam em repouso, levavam o gado para pastar, ao mesmo tempo que adubava as terras).
  • Construíam pequenos barcos para serem utilizados nos assaltos de pirataria, pois era muito fácil dirigi-los.
   A Holanda cresceu muito demográfica e economicamente.
Com o seu desenvolvimento e com crenças religiosas diferentes, a Holanda quis ter independência de Espanha e conseguiu isso com guerra, fechando os portos de Sevilha.

   Amesterdão, capital de Holanda, conseguiu ser o dominante comercial nessa altura, controlando o comércio do Báltico, no Centro da Europa, na Península Ibérica,Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho.
Também iniciou a expansão para as colónias, conquistando colónias portuguesas e espanholas e abrindo o mare liberum.

Expansão Espanhola

   A Espanha, ao contrario de Portugal que espalhou-se pelo mundo inteiro, conquistou praticamente toda a América do Sul (o Brasil era de Portugal), a América central e o México. Estas conquistas foram bastante fáceis, pois os espanhões utilizaram armas de fogo, cavalos, navios, artilharia de curto alcance e
homens treinados. Não houve muita resistência dado que os índios não tinham qualquer equipamento desse género e não estavam preparados para se defender.

   Os espanhões estavam mais interessados no ouro e prata por isso exploraram ao máximo as terras americanas:
  • No primeiro ciclo da exploração de ouro, os espanhões ficaram com o ouro da civilizações americanas e exploraram o ouro mais superficial.
  • No segundo ciclo, quando os ouros mais fáceis já foram todos "descobertos", começaram a exploração minéria, onde morreram imensos índios e negros devido à epidemias.
   As Filipinas também foram muito importantes para a Espanha devido a sua proximidade com a China. De lá traziam produtos como:sedas, pérolas, porcelana, especiarias, etc.

   Tal como o Portugal tinha Casa da Índia, Espanha construiu a Casa da Contratação em Sevilha (1503), com as mesmas funções (administrar e fiscalizar o comércio colonial).

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Expansão Portuguesa

   A expansão portuguesa começou no reinado de D. João I, com a conquista de Ceuta em 1415. Nos reinados de D. Duarte, D. Afonso V e D. João II, a expansão continuou pela costa africana, assim se formou a rota do Cabo até a Índia.

   Em África foram feitas feitorias onde eram trocados os produtos portugueses (sal, tecidos, etc.) pelos produtos africanos (marfim, peles, ouro, escravos, plantas tintureiras e especiarias africanas).

   A partir de 1500, foi descoberto o Brasil, mais um país lucrativo, para onde os portugueses enviavam escravos para trabalharem as terras. Os produtos rentáveis eram essencialmente o pau-brasil e o açúcar, formando assim o comércio triangular entre Portugal, África e Brasil.

   O Vasco da Gama foi o primeiro português a chegar à Índia em 1497-99. O produto de interesse eram as especiarias. Também criaram feitorias, mas desta vez foi mais difícil porque os muçulmanos não queriam abdicar do comércio oriental. Foram feitas fortalezas e mandados homens portugueses
defender o comércio oriental.


   A partir de 1505, D. Manuel I passou a controlar o comércio oriental através da Casa da Índia, obrigando os burgueses a pagar impostos pelos produtos trazidos, ficando com muito lucro.

   Essa atitude afectou o desenvolvimento português, pois Portugal tinha uma burguesia fraca, pouco dinâmica e no fundo queria viver luxuosamente, não investindo no comércio. A nobreza e o clero eram muito conservadores, também pouco dinâmicos e preferiam viver em luxos e festas do que pensar no seu futuro. Havia a inquisição que perseguia os judeus que eram na sua maioria burgueses ricos e dinâmicos.

Império Ibérico e a Revolução Comercial

Ficheiro:Treaty of Tordesillas.jpg   Nos séc. XV e XVI, devido a uma má economia, Portugal decide tentar a sua sorte no mar, mais concretamente, fazer comércio com os países directamente, indo pela costa africana, decidindo depois procurar um caminho diferente para a Índia (pois já havia um caminho pelo mediterrâneo, comercializado pela Itália que recebia os produtos tão desejados pelos muçulmanos).

   Os dos grandes povos a iniciarem as suas buscas foram os povos ibéricos: Portugal e Espanha. O mundo foi dividido em duas partes, primeiramente pelo tratado de Alcáçovas (que dividia o mundo pela horizontal) e depois substituído pelo tratado de Tordesilhas (que dividia o mundo na vertical), para que eles podecem navegar pelos mares sem conflitos.
  • O império português expandiu-se com propósito a fazer comércio com outros países e expandir a fé cristã, e foi considerado um império disperso, dado que os seus territórios situavam-se pelo mundo todo.
  • O império espanhol, por outro lado, decidiu conquistar e colonizar os territórios desejados, e foi considerado um império concentrado pois os seus territórios situavam-se, essencialmente, na América.

Ficheiro:OrteliusWorldMap1570.jpg





A Pedominancia Rural e os Problemas Agrículas

   Acabada a Grande Depressão (séc. XIV), acentuou-se um aumento demográfico e o crescimento urbano e comercial na Europa.

   Apesar da expansão da superfície de cultivo, de uma maior especialização na técnica e comercialização de novas culturas, a agricultura não acompanhava as necessidades da população.
Foi o comércio que conseguiu suportar todas estas necessidades (exploração de colónias).

   Contudo, a actividade rural era a predominante, pois ainda não havia máquinas para fazerem o trabalho do Homem. Os sectores predominantes eram o primário e o secundário.

   Razão do atraso no desenvolvimento rural:
  • O maior atraso no desenvolvimento provocavam os senhorios das terras (rei, nobreza e clero), pois eles ficavam com a maioria da produção (e não se preocupavam em desenvolver as formas de cultivo) e podiam despedir os seus funcionários a qualquer hora, o que não incentivava os trabalhadores a trabalhar mais do que é necessário, não investindo no desenvolvimento agrícula.
  • Os camponeses, para além de trabalharem na terras dos nobres, tinham que dispensar um ou dois dias da semana para irem trabalhar para as terras do rei, e não recebiam nada por isso.
  • Além disso, os senhorios, obrigavam os camponeses a pagar uma série de rendas, impostos, etc., não só a eles como também uma parte ia para o rei.

   Era uma economia pré-industrial, ou seja, havia desenvolvimento agrícula e comercial, mas ainda manofactureiro e artesanal.